Bulhões chama atenção para o colapso municipal iminente


A degradação da situação orçamentária dos municípios brasileiros, provocada pelas sucessivas dívidas contraídas foi tema de discurso proferido pelo líder do PRB na Câmara, Antônio Bulhões. O parlamentar lembrou que a despeito do papel das prefeituras como locais “onde emergem os anseios populares mais autênticos do povo brasileiro”, não se reproduz essa importância quando se avalia o quadro atual dos municípios.
“Não se pode impor que o executivo local se desmoralize em função das sucessivas dívidas contraídas. Os restos a pagar se acumulam e os convênios realizados para aquisição de equipamentos e para a construção de obras municipais estão completamente defasados no que tange aos repasses orçamentário-financeiros do governo federal”, frisou. 
Bulhões lembrou que de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios, os restos a pagar da União somam 24,5 bilhões em 2012. “Com esses números, o colapso municipal é iminente”, afirmou.  Para Bulhões o acréscimo de despesas como a do novo salário mínimo e de R$ 5,4 bilhões do novo piso do magistério aliado à preocupação com o as propostas de fixação de piso para agentes comunitários de Saúde, enfermeiros e vigilantes (em tramitação no Congresso) podem inviabilizar definitivamente o caixa dos municípios brasileiros. “Vejam que interessante: Enquanto a soma de todos esses novos impactos nas finanças municipais fica em torno de R$ 60 milhões, o Fundo de Participação dos Municípios aumentou apenas R$ 8 bilhões”, destacou o líder.
“Senhoras e senhores parlamentares, o momento exige tirocínio e decisão. Quando se fragiliza a base, o fundamento declina”, advertiu Bulhões, que fez um apelo aos congressistas para ajudar as prefeituras a não infringir as normas fiscais e financeiras de forma a permitir que os municípios colaborem na construção de um país sem miséria.

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